17 de outubro de 2012

Resenha: "A fada que tinha ideias", de Fernanda Lopes de Almeida


Atenção! Era para ter postado a resenha ontem, mas houve queda de energia por conta de um temporal de madrugada e quase 12 horas sem poder ligar computador etc., meu trabalho todo atrasou... Portanto, os comentários feitos nesse post até amanhã, dia 18/10, serão válidos para as chances extras! =)

Esse livro, pra mim, tem cheirinho de recordação, de doce lembrança de infância. Eu estudava em uma escola estadual no bairro do Novo Osasco, em 1986, quando no meio do ano meu pai avisou que iríamos nos mudar de casa, bairro, tudo... Eu fazia a 3ª série, era aluna da Professora Leonor, e foi ela quem me presenteou com esse livro. Nosso contato ainda durou algum tempo, a gente se correspondia e quando eu estava na 8ª série nós ainda trocávamos cartas. Era tão bom! Infelizmente, acabei perdendo seu endereço e não consegui encontrá-la pela net.

Não poderia haver presente mais maravilhoso para mim, claro! Nesse livro, conhecemos Clara Luz, uma fadinha um tanto "do contra". Ou não, afinal o que ela quer é que as coisas mudem, quer liberdade para criar seus próprios encantos, e não apenas fazer os que existem no Livro das Fadas, aqueles autorizados pela Rainha. Isso é muito chato! Em um livro colorido, acompanhamos a aventura dessa fadinha, que se rebela contra a falta de criatividade, de iniciativa. Inventar mágicas é muito bom e logo as ideias dela se espalharão pelo Reino. O que será que a Rainha vai achar disso? Ela eu não posso dizer, só o que digo é que até hoje esse livro me encanta. Infelizmente, a edição que ganhei da Prof. Leonor se perdeu em meio a mudanças e mais mudanças. Tomara que tenha parado nas mãos de muitas crianças por aí! Mas fiz questão de comprar uma para as minhas filhas e contar a história de como foi que conheci esse livro... =)


Opinião da Beatriz, de 9 anos: "O livro é muito bom mesmo. Adorei a parte quando Clara Luz diz para o pequeno relâmpago pular de dentro do bolo e dar um susto danado em todos!"

— Psiu! - chamou Calar Luz. - Você quer entrar no meu bolo?
— Eu não, que não sou bobo. Pensa que quero ser comido em festa de aniversário?
Clara Luz pensou um pouco:
— Você entra e depois sai. É só para fazer o bolo crescer.
O relampagozinho começou a gostar da ideia:
— Puxa! Deve ser divertido mesmo!
— Garanto que você vai adorar. Até podemos combinar assim: no meio da festa você pula de dentro do bolo e dá um susto danado em todos. (p. 10-11)

Página do livro no Skoob.

Resenha escrita em 17.10.2012

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